No último post te ajudamos a desenhar cenários orçamentários para os próximos meses, projetando diferentes valores de queda na receita da sua empresa.

Com essas projeções calculadas, todo empreendedor precisará se empenhar em duas ações durante a crise: reduzir custos e criar novas fontes de receita.

Neste conteúdo, começarei falando da primeira tarefa, que é a de cortar todos os gastos possíveis e renegociar prazos com seus fornecedores.

Com a certeza de redução do consumo no país inteiro, essa será a variável sobre a qual você terá maior controle nesse período. 

>> Entenda a diferença entre custos, despesas e perdas no nosso blog.

A aplicação prática de cada uma dessas sugestões vai depender de cada caso, mas considere essa lista como um ponto de partida para a sua estratégia de redução de custos.

1) Cortar serviços não essenciais

O primeiro exercício é olhar para o seu fluxo de caixa e identificar quais serviços neste momento podem ser interrompidos.
Com o time inteiro trabalhando de casa, por exemplo, será que o seu plano de internet precisa ser o mesmo nos próximos meses? Que outros serviços na sua empresa estão diretamente ligados à presença física da sua equipe no escritório?

2) Reduzir o aluguel

Você não é o único que está passando por essa crise. Se você paga aluguel na sua loja ou escritório, entre em contato com o locatário e faça uma proposta de redução no valor para o período da quarentena. Há ainda a opção de negociar um adiamento dos pagamentos, diluindo o valor dos próximos meses nas parcelas seguintes, para quando a situação voltar ao normal. 

3) Renegociar dívidas e taxas com o banco

Lembra do seu gerente do banco? Chegou a hora de pegar o telefone e ligar pra ele. Se você já está pagando parcelas de empréstimo ou mesmo prevê a utilização do cheque especial, entenda com o banco a possibilidade de redução nas taxas e prorrogação nos vencimentos. Em março, a Febraban, entidade que representa os bancos, anunciou que as cinco maiores instituições financeiras do país estavam abertas para discutir esse tipo de prorrogação para até 60 dias.

4) Promoções para queimar o estoque

Se você trabalha com estoque e viu sua rotatividade cair, calcule o que vale mais a pena: vender os produtos por um preço menor ou assumir os gastos com armazenamento e deterioração. Se o seu tipo de negócio permitir, tente fazer promoções para queima de estoque, ou procure outros concorrentes dispostos a comprar seus produtos.


5) Ficar atento às medidas governamentais

Fique de olho nas medidas governamentais para apoiar as empresas durante a crise. Em março foi anunciada uma linha de financiamento a juros reduzidos para micro e pequenas empresas custearem suas folhas de pagamento. Pela iniciativa, o governo vai arcar com os salários de funcionários no valor de até dois salários mínimos (R$ 2.090) durante dois meses, contato que a empresa não demita os funcionários. A linha de crédito prevê juros de 3,75% ao ano e é válida para empresas que possuam faturamento anual de R$ 360 mil a R$10 milhões.

Além disso, o governo publicou recentemente no Diário Oficial da União a medida provisória que institui o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. Entre outras coisas, a medida permite a redução proporcional de jornada de trabalho e de salários; a permissão para suspensão temporária do contrato de trabalho e o pagamento de Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, uma espécie de complementação financeira, pelo governo, na celebração de acordos específicos.

>> Entenda as Medidas Governamentais para combater a crise econômica.

6) Demissões apenas em último caso

Cada empreendedor conhece sua realidade, mas vale lembrar que demissões também geram custos para a empresa com o pagamento dos direitos trabalhistas. Além disso, uma equipe engajada pode ajudar muito o seu negócio na hora de enfrentar a crise. Seja transparente com seus colaboradores, se precisar mostre os números para que todos estejam cientes. Dependendo do caso, vale até incentivá-los a tentar gerar vendas e outras formas de receitas para a empresa em troca de comissões.

E aí? Consegue aplicar alguma dessas dicas no seu negócio?

Importante reforçar, como já dissemos nos posts anteriores, que antes de sair cortando gastos é essencial ter um fluxo de caixa organizado e preenchido, além de já ter desenhado seus cenários orçamentários para os próximos meses.
Assim você saberá exatamente quais valores precisará reduzir no custo da sua empresa e como estará a situação do seu caixa mês a mês.

>> Saiba como gerenciar melhor as contas a pagar com a nossa ajuda.

Você pode fazer esse controle utilizando uma planilha ou um software financeiro pra facilitar. Se quiser experimentar o Granatum pra isso, você pode fazer seu teste grátis por 7 dias clicando no botão abaixo ou baixar nossa planilha modelo pra fluxo de caixa:

Todas essas informações fazem parte de uma série que estamos desenvolvendo sobre controle financeiro para auxiliar os empreendedores durante a crise e foram disponibilizadas anteriormente através de e-mails para todos que fazem parte de nosso mailing. Você consegue conferir ela clicando aqui!

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