Motivado pelo sucesso do Micro Empreendedor Individual (MEI), que atingiu mais de 1 milhão de empreendedores desde julho de 2009, data em que entrou em vigor a legislação, o governo federal está preparando um sistema que promete facilitar a formalização das Micro e Pequenas Empresas, colocando um fim na burocracia

Segundo o diretor do Departamento Nacional de Registro de Comércio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Jaime Herzog, esta estratégia deve trazer cerca de 20% de novos players para o mercado nos próximos anos. “O sucesso desse modelo mostra que estamos no caminho certo para estender a desburocratização para outras atividades. É o começo de um processo que queremos que passe para empresas de todos os tamanhos”, afirmou Herzog. A ideia, segundo ele, é que as micros e pequenas empresas também possam se formalizar pela internet. O sistema está em construção e permitirá ainda que elas encerrem atividades pela internet.

De acordo com o professor de contabilidade da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), Júlio Rosa, em entrevista ao jornal DCI “O pequeno empresário muitas vezes deixam de se formalizar por esbarrar nos milhares de trâmites burocráticos, que devem acabar, caso a medida do governo se cumpra, é uma bola de neve, positiva para o governo federal”.

Janaína Bruder, especialista em contabilidade e consultora de Training Consultoria em negócios, defende que “Hoje, os micros empresários movimentam mais de R$ 20 bilhões por mês sem fazer esforço”. A projeção da especialista está em sintonia com os números da última liberação de resultados do Sebrae, o Brasil bateu recorde de faturamento com aumento de 3,4% em relação ao ano passado, ou R$ 24 bilhões em fevereiro.

Se preparando para esta nova onda de empreendedorismo, os escritórios de contabilidade já se preparam para um aumento médio de 15% em relação ao faturamento. Este crescimento acompanha o momento em que a contabilidade nacional busca se enquadrar nos Padrões Internacionais de Contabilidade (IFRS), “As novas normas contábeis trarão mais dinamismo e agilidade para as variações, orçamento, previsão e arrecadação da receita, a fixação e execução das despesas”, diz o presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC-SP), Domingos Orestes Chiomento.


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Um comentário para “O fim da burocracia para Micro e Pequenas Empresas”

  1. Jose Domingues de Moura

    Muito bom, se olharem para os micros, médios e pequeno porte. Hoje, é notório a participação desses seguimentos do comercio na sustentação de empregos, receitas para os orgãos públicos tanto federal, estadual e municipal. O grande impasse dos empreendedores, hoje, nada mais é do que uma dívida acumulada provocada pela desordem dos governos. Todo empreendedor quer estar quite com as obrigações fiscais e outras. Parece-me salutar, se fossem congelados, até aqui, os débitos dos empreendedores, com o confesso de quitação de longo praso. As obrigações atuais seriam cumpridas. Com isso a arrecadação cresceria, o patrimônio dos empreendedores se solidificavam e criaria espectativa de investimentos nas linhas de produção. Fazer isso é fácil demais. É só convocar todos os contadores de cada empresa . Pensem nisto e me respondam. Grande abraço. Contador Moura.

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